Não quero ir trabalhar!

Mulher na cama

É segunda-feira de manhã, o despertador toca pela milésima vez e acaba de reflectir que precisava de outro fim-de-semana para recuperar daquele que acabou de chegar ao fim. Está dividido entre telefonar ao seu chefe a dizer-lhe que está muito doente e vencer a preguiça para assumir as suas responsabilidades… o que fazer?

Acontece a todos

A síndroma “não me apetece ir trabalhar” apodera-se de toda a gente, uns mais frequente e fortemente do que os outros, mas a verdade é que não está sozinho. Porém, se pretende manter a reputação de excelente profissional e subir na carreira, é preciso saber dizer não à vontade de ficar em casa a dormir todo o dia por nenhuma razão aparente quando devia de estar no escritório. 

As desculpas que não deve usar para não ir trabalhar

A não ser que esteja gravemente doente (com febre ou uma doença contagiosa) ou no meio de uma emergência familiar, não existem muitos outros motivos para avisar a empresa que não vai poder ir trabalhar. Se alguma ou algumas das seguintes ideias cruzarem a sua mente numa bela manhã quando devia de estar a tomar banho e ainda está debaixo dos lençóis, esqueça, essa desculpa não serve.

Chegou a casa há duas horas e está exausto. Pois, devia ter pensado nisso ontem à noite quando os amigos que estão de férias o desafiaram para ir beber uns copos. Quem trabalha precisa de um horário de deitar e de levantar relativamente fixo para garantir os seus níveis de produtividade no dia seguinte. Já deve ter idade suficiente para saber isso, ou seja, assuma as suas responsabilidades e vá trabalhar.

Não gosta do seu chefe. Já não suporta ver, ouvir ou ter de obedecer ao seu director, por isso, não vai trabalhar hoje. E amanhã? E depois de amanhã? Se pensar bem, esta desculpa não é minimamente plausível. Coloque os seus sentimentos pessoais de parte e encare o seu trabalho com profissionalismo e dedicação – o seu emprego não se resume ao seu chefe, nem à relação frágil ou inexistente que mantém com ele. Tem um contrato com a empresa e a sua obrigação é honrá-lo. Porém, se estes sentimentos persistirem, talvez esteja na hora de procurar um emprego novo.

Foi impossível cumprir o prazo de entrega de um projecto. E em vez de assumir isso perante os seus colegas e a chefia, prefere esconder-se debaixo do edredão. Pior, já sabia disso há alguns dias e não fez nada para alterar o desfecho. Agora, há que dar a cara: levante-se, vá para o escritório, fale com o seu chefe abertamente e peça-lhe um adiamento do prazo, se possível, garantindo-lhe que tal não volta a acontecer. Depois, invista no planeamento do seu trabalho e na gestão do seu tempo para assegurar que, de facto, isso não volta a acontecer.

Está desmotivado com o seu emprego. Acontece a todos numa altura ou noutra, mas não é um motivo válido para ficar a esconder-se do mundo debaixo da almofada. Faça questão de ter um ritual matinal que faça do levantar da cama um prazer: fazer um pouco de jogging ou ioga, tomar um bom pequeno-almoço, ler o jornal, ter tempo para arranjar-se com calma… tudo isto ajuda a começar bem o dia e a enfrentá-lo com energias positivas. A desmotivação no emprego pode ainda ser combatida noutras frentes: inscreva-se num curso, procure outro trabalho, veja se vai haver alguma promoção dentro da empresa para breve e dedique-se a consegui-la!

Não lhe apetece. Bem, se não fosse trabalhar cada vez que não lhe apetecia, talvez eram mais os dias que passava em casa do que no escritório! Parece-lhe lógico? Não, pois não. Claro que a sua vontade é estar estendido ao sol na praia e não à frente de um computador e três relatórios – a sua e de tantas outras pessoas! Mas, se não é pago para estar na praia, tem de estar a trabalhar. Levante-se cedo, trabalhe com concentração e quem sabe no final do dia ainda tem tempo para ir passear até à praia…

O que fazer para vencer a síndroma “não me apetece ir trabalhar”

  • Pense que vai mentir, só para ficar em casa na cama. Gostava que lhe fizessem o mesmo?
  • Pense nas decisões importantes que pode perder se faltar.  
  • Pense no trabalho que se vai acumular e que vai contribuir para que tenha uma semana ainda mais complicada e até stressante.
  • Pense no peso de consciência que vai, inevitavelmente, sentir ao longo do dia.
  • Pense nos colegas que vão ter de assumir as suas responsabilidades, acrescentando-as à sua já longa lista de tarefas.
  • Pense na sua equipa de trabalho que confia totalmente em si e que está dependente da sua presença.
  • Pense no(s) dia(s) que não vão ser remunerados ou que vão ser descontados nas suas férias.
  • Pense no exemplo que possa estar a dar em casa, principalmente aos seus filhos.
  • Pense na sua reputação e na carreira que está a tentar solidificar.
  • Sabia que os directores de empresa valorizam mais aqueles trabalhadores que nunca ou raramente faltam?
Gostou deste artigo?: