Mudar de emprego: prós e contras

Mudar de emprego

Quem trabalha sabe que, de vez em quando, surgem oportunidades que nos fazem questionar a mudança de emprego: um salário melhor, a possibilidade de deixar um trabalho rotineiro de vários anos, um emprego à porta de casa, uma oportunidade única noutro país… No entanto, antes de dizer logo que sim e assinar um contrato, pese bem os prós e os contras que uma mudança de emprego possam implicar.

Prós

  • Ganhar mais dinheiro. Está tudo dito.
  • Mais responsabilidade. Sempre sonhou com um cargo de chefia, ser o tomador de decisões, lançar novos projectos, ter uma equipa para liderar. Finalmente conseguiu!
  • Ficar mais perto de casa. O que significa que não tem de se levantar tão cedo, pode ir a pé ou de transportes públicos, pode vir almoçar a casa. Vai ser só poupar dinheiro.
  • Conhecer um novo país. Uma oportunidade única na vida, um grande salto na carreira, nada melhor para colocar no CV.
  • Mudar de rotina, conhecer novas pessoas. Que bom, que lufada de ar fresco! Vai poder testar e fortalecer as suas capacidades de adaptação e integração social. E, claro, pode sempre manter as amizades que fez na antiga empresa.
  • Dress code. Finalmente um escritório onde as pessoas se vestem de forma profissional, vai adorar reformular o seu guarda-roupa.
  • Horário reduzido e/ou flexível. Finalmente, vai ter tempo para si e para os seus, em vez de passar os dias fechados num escritório de manhã à noite.
  • Seguro de saúde e outras regalias. Por vezes, as empresas têm pacotes de regalias (médico da empresa, creche, ginásio, cantina, descontos em lojas/serviços…) muito interessantes para os seus colaboradores e até família directa. Tanta coisa boa para aproveitar!

Contras

  • Ganhar mais dinheiro… mas apenas após os primeiros seis meses. A não ser que esteja preto no branco, o mais certo é não receber essa quantia sedutora ou pelo menos não tão cedo.
  • Mais responsabilidade. Todos sabemos o que isso significa: mais trabalho, menos tempo livre, mais stress e, no fundo, o dinheiro extra que foi ganhar pode já não ser suficiente.
  • É longe. Será que o que vai ganhar a mais, compensará as deslocações, tanto em termos financeiros como em termos de qualidade de vida?
  • Conhecer um novo país. Ir sozinho para um país desconhecido, deixando para trás casa, carro, amigos e família não é para todos, independentemente da qualidade da oportunidade.
  • Mudar de rotina, conhecer novas pessoas. Não gosta de grandes mudanças? Assustam-no? Será que vai conseguir adaptar-se?
  • Dress code. Não está habituado à formalidade da nova empresa e vai ter de investir muito dinheiro num novo e mais adequado guarda-roupa. Compensará?
  • Horário reduzido e/ou flexível. Não parecerá bom de mais? Os horários maravilhosos, tal como a promessa de ordenados chorudos, também devem estar explícitos, de preferência preto no branco antes de tomar a sua decisão.
  • Seguro de saúde e outras regalias. Será que são melhores ou piores do que aqueles que tem actualmente? Por vezes, a oferta de muitas coisas é uma forma da empresa “prender” o colaborador durante mais tempo no dia-a-dia (se almoçar na cantina voltará mais rapidamente para o seu trabalho, se o seu filho estiver ali ao lado na creche não se vai importar de fazer horas extras…).
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