Os maiores erros dos "caloiros" no mercado de trabalho

Começou a trabalhar recentemente no seu primeiro emprego e sente que nem sempre é fácil saber que atitudes tomar para provar o seu profissionalismo? Bom, antes de mais, é essencial que perceba que a grande prioridade é apenas uma: trabalhar! Depois, perceber que, tão importante quanto cumprir objetivos, é evitar alguns dos erros que os profissionais menos experientes tendem a cometer nos seus primeiros empregos… 

“Só mais cinco minutos…”

Mais cinco minutos na cama são, pelo menos, cinco minutos de atraso no emprego. Chegar tarde ao trabalho não é coisa que as chefias encarem de bom ânimo – um empregado que chega sistematicamente atrasado é visto como pouco profissional e desinteressado e, logo, é um alvo fácil de “abater”. Para além disso, entrar a correr e stressado no escritório é uma péssima forma de começar um dia de trabalho. Em vez de ficar mais cinco minutos na cama, deite-se mais cedo, ou então, adiante o despertador para que ele toque dez minutos antes do habitual.  

Os dois dedos de conversa

Claro que ninguém lhe pede que entre mudo e saia calado do seu trabalho. A boa relação interpessoal é, aliás, um elemento bastante apreciado em qualquer cultura empresarial. Agora, não leve isto ao extremo. As conversas sociais com os colegas devem ser curtas. Perder várias meias horas por dia a trocar confidências ou a saber como foi o fim-de-semana dos seus companheiros de sala são a maior prova de que pode estar a fazer do seu emprego uma verdadeira sala de estar. Dois dedos de conversa são isso mesmo: dois dedos. Mais do que três, só no fim do expediente. 

Não deixe para amanhã o que pode fazer hoje

Já ouve isto desde tenra idade, não é verdade? Então, faça deste provérbio o seu mantra profissional. Se tem tarefas para executar e objetivos para cumprir, foque-se nas prioridades e não atrase as suas responsabilidades. Não existem chefias que não controlem (mesmo que discretamente!) os seus funcionários – e trabalho acumulado e atrasado significa normalmente desorganização e má gestão de tempo. Habitue-se a gerir o seu dia-a-dia de forma profissional e metódica, criando tabelas de tarefas ou listas específicas referentes aos diferentes projetos a executar. E garanta que, no final da tarde, deixa o seu posto de trabalho com o máximo possível concretizado. 

Desça à terra!

Saiu da universidade e acredita que o seu canudo lhe dá uma credibilidade garantida? Pois, então desça realmente à terra! O seu percurso académico é extremamente válido para lhe conferir competências (quase sempre apenas teóricas!) numa determinada área mas, no emprego, vai estar rodeado de pessoas que, na prática, lhe podem ensinar muita coisa. Por isso, tenha a humildade de querer aprender. Encontre um “mestre” dentro da empresa e procure inspirar-se nessa pessoa para desenvolver as competências práticas que só a “universidade da vida” nos consegue ensinar. 

A roupa? Qualquer coisa serve!

Sim, caso seja descontraído e casual, “qualquer coisa” pode ser suficiente para vestir no almoço de domingo em casa dos pais. Mas para trabalhar já não serve. Não quer isto dizer que, se no seu trabalho o ambiente for informal, pegue no seu melhor fato e o adorne com uma requintada gravata! Basta que siga a cultura de vestuário da empresa e que planeie diariamente a melhor forma de se apresentar. Não se esqueça que os colaboradores são os maiores cartões-de-visita de uma empresa – e com certeza que um chefe não quer que a imagem da sua empresa se revele numa barba de três dias e numas calças de ganga manchadas pelas patas de um qualquer animal de estimação. Pois não? 

“Ala, que se faz tarde!”

Faltam cinco minutos para tocarem as seis badaladas e já está a desligar o seu computador? Então volte a ligá-lo. Tal como é profissionalmente incorreto chegar tarde ao emprego, também não é muito agradável perceber que um profissional está a contar os minutos para sair de lá (e, caso esteja, não dê nas vistas!). A não ser que algum motivo especial o obrigue a sair mais cedo do emprego, planeie o seu final de dia com calma. E com a aparência de que não deixa simplesmente um documento a meio porque está na hora de picar o ponto – um “pecado profissional” a evitar! Um colaborador que não está sempre desejoso de sair do emprego parece (parece, atenção!) um profissional que gosta do que faz e de onde está. 

E, já agora, sorria!

Sabia que o sorriso, mesmo que inicialmente provocado, não só mexe integralmente com o nosso organismo como motiva nos outros uma idêntica reação em cadeia? Seja sorridente, bem-disposto e alegre no trabalho. Com limites, claro, que ninguém tem paciência para o colega que, mesmo às nove da manhã, ri e brinca como se o dia já fosse a meio. A sua boa disposição e energia positiva serão, para quem se cruza consigo, contagiantes. E uma prova de que, efetivamente, não é um mito falar-se em “alegria no trabalho”!

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