Etiqueta para o WC do escritório: os 9 mandamentos

Homem a atirar o rolo de papel higiénico

Podemos considerar a casa de banho do escritório um território especial: espaço sagrado para muita gente que nele se refugia para aliviar alguma tensão, para outros serve apenas a sua própria funcionalidade. No entanto, e precisamente porque é partilhado por todos ou pelo menos por muita gente, há que decorar os 9 mandamentos da etiqueta para o WC do escritório.

  1. Um único propósito. Se vai à casa de banho é porque precisa de ir – existe um único objectivo pelo qual se levanta do seu posto e atravessa todo o escritório para ir ao WC… e que assim seja. Evite falar ao telemóvel, fumar, comer ou realizar reuniões secretas com outros colegas na casa de banho. Para além de incomodar os outros “utentes”, nunca se sabe quem pode entrar.
  2. Bater antes de abrir. Uma casa de banho é dos locais mais privados que existe e quem a utiliza gostava de manter toda a sua integridade, principalmente no local de trabalho. Por isso, quando em dúvida sobre a ocupação do WC, espreite para certificar se vê pés ou bata na porta e espere pela resposta antes de entrar de rompante e assistir a algo que preferia nunca ter posto os olhos em cima. É uma simples cortesia, até porque perdem-se chaves, os trincos partem e, com a aflição, alguém pode ate esquecer-se de trancar a porta.
  3. Os chorões. Já aconteceu a todos entrar na casa de banho e deparar com o colega do departamento de marketing ou de produção em plena crise de choro, agarrado a um pacote de lenços e a abanar a cabeça em desilusão. Pode estar a ter um mau dia, pode ter acabado de receber uma péssima notícia, pode estar a aliviar alguma ansiedade acumulada, pode ter sido chamada ao gabinete do director e talvez as coisas não tivessem corrido da melhor forma… como não sabe o que se passa, não está na obrigação de perguntar, até porque se a pessoa se refugiou no WC é porque provavelmente não quer ver nem falar com ninguém. Se não consegue ficar indiferente, pergunte respeitosamente se a pessoa precisa de alguma coisa, um copo de água ou se quer que chame alguém. Saia e não comente com ninguém o que acabou de ver. Essa pessoa agradece. 
  4. A saga do papel higiénico. Se acabou com o papel higiénico, é o seu dever avisar imediatamente quem tem a responsabilidade de o substituir ou fazê-lo você mesmo; assim como deve avisar qualquer pessoa que possa estar a entrar para a casa de banho nesse preciso momento. Se ficar apenas com duas folhas na mão e precisar de mais, não tenha receio de pedir a alguém que esteja no WC ao lado para lhe passar um reforço por cima ou por baixo da divisão, mantendo assim a sua privacidade. Para evitar o desconforto de visionar um rolo de papel higiénico vazio quando já for tarde de mais, habitue-se a verificar qual o stock existente antes de entrar.
  5. Por água abaixo. Nunca, mas nunca se esqueça de descarregar o autoclismo e não custa nada espreitar para ver se já foi tudo realmente por água abaixo ou se necessita de uma segunda descarga. Para além disso, nunca deite nada inapropriado na sanita, ou seja, algo que possa não conseguir descarregar. Ninguém gosta de ver uma sanita suja no momento em que entra para a casa de banho, por isso, faça o favor de carregar no botão.  
  6. Perfumado ou não perfumado? Evite o uso de sprays desodorizantes – mesmo que sejam específicos para o WC, a grande maioria é demasiado forte, deixando um rasto de perfume intenso e pesado não só na casa de banho (que incomodará os ocupantes seguintes), como também no resto do escritório (os odores têm a tendência de flutuar e infiltrar espaços circundantes, denunciando neste caso aquilo que acabou de fazer e sobre o qual provavelmente não quer falar). Os desodorizantes de sanita ou que libertam aromas suaves em determinados intervalos são opções mais agradáveis – dê a sugestão a quem de direito.
  7. Entrar e sair. A regra aqui é clara como a água: trate a casa de banho do escritório tal e qual trata o seu WC lá de casa (a não ser que seja uma pocilga). Isto significa que deve deixar este espaço da mesma forma que o encontrou, de preferência limpo (o lugar do lixo é no lixo) e arrumado para a pessoa que se segue. Sim, incluindo certos fluidos que possam ir parar a todo o lado menos onde deviam e manadas de cabelo que caíram da sua cabeça para o lavatório e/ou chão enquanto se penteava. Deixe a porta entreaberta para avisar quem vier a seguir que o WC está livre e lave sempre as mãos antes de sair da casa de banho. Certamente vai querer que os outros façam o mesmo, por isso, dê o exemplo.  
  8. Perdidos e achados. Existem muitas pessoas distraídas e apressadas que saem a correr da casa de banho, deixando para trás joalharia ou bijutaria que tiraram para lavar as mãos, maquilhagem que utilizaram para retocar o look, papéis, livros, bolsas e mil e um objectos que ficam muitas vezes esquecidos no WC. Resista à tentação de vasculhar algo que não seja seu, muito menos ficar com ele. Deixe ficar onde está (a não ser que saiba exactamente a quem pertence e vá logo entregar) e informe quem possa tratar desse tipo de assunto.
  9. Tempo é dinheiro. Por mais tentador que a casa de banho do escritório possa ser, esta não deve ser o seu refúgio para contemplar a roupa que escolheu para o dia, para examinar os seus pontos negros, refazer toda a maquilhagem ou simplesmente sentar-se a ler uma revista. Para além de ser uma quebra de raciocínio e produtividade, nos casos de existir apenas um WC, pode entretanto ter-se criado uma fila de espera à porta que o seu chefe definitivamente não vai gostar de ver. Entra, faça o que tem de fazer e regresse ao trabalho.
Gostou deste artigo?: