Como lidar com um chefe difícil

patrão

É muito provável que todos nós vamos encontrar pelo menos um chefe difícil nas nossas carreiras. Ambicioso, exigente, competitivo, impaciente, intrometido, rigoroso, rude, de voz ressonante, de cara fechada, poucas palavras ou gestos… independentemente da sua personalidade, saiba como manter uma postura e relação profissional com um chefe mais ou menos difícil.  

Não o evite. Mesmo que ele convoque reuniões para de madrugada ou precisamente à hora de sair no final do dia, que telefone constantemente ao fim-de-semana e encha a sua caixa com dezenas de e-mails diariamente, procure não o evitar. Há quem tente passar despercebido quando trabalha sob as ordens de um chefe difícil, mas a verdade é que esse tipo de atitude muitas vezes acaba por dar ainda mais nas vistas. Execute as ordens do seu director, ou seja, faça o seu trabalho e nada de se esconder no WC quando ele está a ter um dos seus “momentos” menos bons. Trabalho é trabalho.

Procure aliados. Numa empresa onde o director comanda com uma mão de ferro, é importante ter aliados, mais especificamente aliados que trabalham directamente com a chefia. Seja a sua secretária ou braço direito, é importante ter a confiança de uma pessoa como esta para compreender qual a melhor forma de lidar com o chefe, se este é um bom dia para abordar este ou aquele assunto e para ser avisado no caso de algo correr menos bem para o seu lado… assim terá tempo para planear a sua defesa.

Coloque tudo preto no branco. Faça questão de ter um caderno no escritório para poder apontar tudo o que é dito em reuniões (não se esqueça das datas!), seja com o director ou outros responsáveis. Com um chefe difícil é importante ter tudo documentado porque é uma das melhores maneiras de se prevenir contra eventuais problemas. Esta ferramenta é ainda útil noutros sentidos – para não esquecer detalhes, para executar na perfeição o seu trabalho e cumprir todos os prazos. Se deve ser assim com todos os chefes, com um problemático, mais ainda. Como diz o velho ditado: mais vale prevenir do que remediar.

Tenha um círculo de apoio. Não só para os momentos menos bons, mas também para o caso de precisarem de confrontar o director com algum projecto em particular ou algum assunto que afecte todos. A união faz a força, não é verdade?

Emoções controladas. Por vezes é muito difícil controlar as emoções perante as críticas (justas e injustas) ou palavras duras de um chefe problemático, no entanto, é o melhor remédio. Porquê? A partir do momento em que um director percebe que você é uma pessoa que reage de forma emocional muito facilmente, pode passar a ser o seu alvo preferido para ataques futuros e contínuos. Isso, por sua vez, irá suscitar conflitos constantes. O ideal é não reagir, apenas reconhecer calmamente as suas palavras e passar à frente – ao dizer simplesmente “sim, compreendo” ou “desculpe não volta a conhecer” eliminará quaisquer hipóteses de um “ataque verbal” mais extenso ou violento, não se irá exaltar e o chefe depressa irá compreender que, consigo, não vale a pena atitudes extremas.

Discussão em vez de confronto. É óbvio que vão surgir situações em que terá de dialogar com o seu chefe e tem de se cingir a isso mesmo – ao diálogo.  Entrar de imediato em conflito apenas vai gerar mais conflito, ou seja, em vez disso utilize as críticas vindas do director como tópicos de discussão sobre interesses, objectivos, soluções e peça-lhe conselhos. Se o seu chefe é um duro crítico do seu trabalho, isso deve querer dizer que terá as suas próprias ideias sobre como esse mesmo trabalho deve ser melhorado e/ou executado, ou seja, é a melhor pessoa para o orientar.

Autoconfiança. Nunca deixe que um director difícil o faça duvidar das suas próprias capacidades e talentos; pelo contrário, faça questão de dar sempre o seu melhor (e esqueça quem o aponta como sendo um “graxista”). Só assim será capaz de triunfar no mercado do trabalho, de ultrapassar os obstáculos diários que enfrenta e de se manter mental e fisicamente são. Não há emprego, chefe ou empresa que valha a perda da sua auto-estima ou saúde.

Amigos à parte. Não tem de ser amigo do seu chefe, nem gostar dele, apenas tem de trabalhar com ele. Idealizar que pode mudá-lo é uma perda de tempo, porque o facto de ser um director problemático tem muito a ver com a sua própria personalidade e, como todos nós sabemos, as pessoas são como são. Em vez disso, canalize as suas energias para mudar a forma como vê o comportamento do seu director e como esse comportamento o afecta enquanto pessoa e profissional. Em vez de o considerar um “idiota chapado”, mentalize-se daquilo que ele realmente é – o seu chefe. Nestes casos, o profissionalismo é a sua bóia de segurança. Sirva-se dela ao máximo.

Deixe o trabalho no trabalho. Nem todos conseguem esquecer os seus dias de trabalho, necessitando antes de relatar certas situações ou desabafar com família e/ou amigos mal cheguem a casa. Não chega que tem de lidar com um chefe difícil durante 8 horas por dia, 5 dias por semana… que ainda tem de o levar consigo para casa? Quando conseguir deixar o trabalho no trabalho – é um processo longo e nem sempre fácil – verá que os seus níveis de stress vão baixar drasticamente e terá mais energia positiva para o dia-a-dia no escritório. Vale a pena fazer esse esforço, as recompensas são mais do que muitas.

Gostou deste artigo?: