Como elaborar um currículo de sucesso

Trabalhar no computador

Não há volta a dar, o curriculum vitae é o seu bilhete de ida e volta para um primeiro ou novo emprego. Agora, se ele já foi várias vezes e nunca voltou para o levar consigo, então talvez esteja na hora de rever a forma como está a enviar o seu CV para o mundo profissional.

Como é que o seu próprio currículo o pode trair? Não estamos a falar apenas de erros ortográficos, espaços a mais ou uma formatação pobre, estamos a falar de um CV que apenas apresenta onde e o que estudou, seguido de uma lista com os cargos que já ocupou. Sim, é verdade, isso é importante, mas ainda mais importante é expor as suas contribuições, realizações e resultados pessoais. Não é o cargo que mostra as suas capacidades, mas sim aquilo que fez para o merecer! As dicas abaixo apresentadas podem ajudá-lo a (finalmente!) elaborar um currículo de sucesso.

Pense grande. Em vez de encher o seu CV com listas minuciosas das suas tarefas diárias e vulgares, veja a sua experiência profissional como um todo e realce as suas capacidades específicas. Vai concorrer, por exemplo, para um cargo de secretária administrativa – todos sabemos que isso inclui saber atender telefones e dactilografar, por isso, são tarefas que não valem a pena mencionar. Importa dizer sim que foi o braço direito, durante três anos, daquela que se tornou uma das maiores estilistas do país. Explique a forma como contribuiu para essa história de sucesso ou fale de um projecto em que excedeu as suas e as expectativas dos outros. O sucesso do seu director ou da sua empresa anterior também são os seus sucessos – dê-os a conhecer!

Não exagere. Claro que existe o outro lado da moeda… não pense tão grande que acaba por distorcer os factos e apresentar uma realidade que não é a sua. Traduzido por miúdos, isto quer dizer que só deve constar num CV aquilo que realmente fez, nada de mentiras. Ou seja, fala inglês perfeito? Óptimo! Nunca se sabe se parte da entrevista será conduzida em inglês. Não chegou a concluir a licenciatura mas pensa fazê-lo a curto-médio prazo? Coloque “a frequentar o curso de” e não “licenciado” – não sei se sabe mas hoje em dia até é relativamente fácil verificar esse género de informação. Vai concorrer para um laboratório de biologia genética mas as suas notas não foram as melhores nessas disciplinas? É simples, omita-as! Já diz o velho ditado: “é mais fácil apanhar um mentiroso do que…”

Seja conciso. Claro que quando elaboramos um CV o impulso é colocar tudo e mais alguma coisa, afinal é a nossa vida profissional! No entanto, e quando se trata de currículos, muito pode ser demais! Coloque toda a sua informação por ordem cronológica: no caso das empresas onde já trabalhou, importa colocar o nome, quanto tempo lá esteve e o que fez; no campo da formação académica e contínua, escolha apenas os melhores cursos/workshops, ou seja, aqueles mais apropriados ao cargo/empresa à qual se candidata. Em resumo, um CV tem de ser simples e fácil de perceber. Se quem está encarregue do processo de recrutamento não conseguir perceber a sua “história” de imediato, vai passar para outro… e depressa!

Apelo visual. O aspecto gráfico de um CV nunca deve ser descurado, até porque, mesmo que seja através de palavras, é a primeira impressão que vai proporcionar ao recrutador. No entanto, não estamos a falar de folhas pintadas com “bolinhas” e “florezinhas”, nem de um currículo com todas as cores do arco-íris, mas sim de uma escolha cuidada e equilibrada entre cores, tipo de letra, distribuição e organização da informação. Por um lado, isto implica trabalhar na elaboração do seu CV durante alguns dias e não na hora antes de o enviar para 20 empresas (o mais certo será um resultado final pouco satisfatório); por outro, se não tiver muita experiência, pode inspirar-se noutros currículos (peça aos seus amigos para lhe enviarem os deles); ou então recorra à ajuda de um familiar com queda para o design gráfico. Incluir ou não uma fotografia no CV é uma opção pessoal (a não ser que seja um requisito do anúncio ao qual vai responder!), mas se optar por a incluir certifique-se que coloque uma fotografia profissional, recente e de excelente qualidade. Nada de fotos das últimas férias em biquíni ou calções numa esplanada, imagens “sensuais” ou demasiado descontraídas… não se esqueça que se trata de um documento profissional!

Inove. Um CV não tem de ser duas folhas A4 agrafadas e iguais a todos os outros currículos que circulam por aí. Seja criativo e apresente o seu “cartão de visita” de uma forma original e inesperada: elabore um pequeno livro onde conta a sua história pessoal, académica e profissional, ilustrando-o com imagens pertinentes, encaderne e envie por correio num envelope almofadado; se tiver trabalhos para mostrar, componha um portfólio com os melhores e incorpore o CV no mesmo; crie uma apresentação PowerPoint; ou então numa candidatura via e-mail, coloque um link para o seu site ou blogue pessoal. Já percebeu? O desafio é conseguir algo que ficará na cabeça do recrutador durante mais do que os dois minutos que demora a passar os olhos por um CV.

Mais do que um. Saiba que o mesmo CV pode não ser adequado a todas as vagas às quais vai concorrer ao longo da sua vida profissional. Procure adaptar a sua “versão base” a cada anúncio respondido, ou seja, destaque, elimine e adicione as informações e as experiências que estejam directamente relacionadas com essa possível vaga, que sejam mais-valias. Não se esqueça de guardar as diferentes versões para uso futuro – assim, pode ter um CV clássico, um mais informal, um para trabalhos freelance, etc. Para além disso, invista num CV em Inglês – hoje em dia é muito habitual as empresas solicitarem o envio de um curriculum vitae em duas línguas ou, então, apenas na versão inglesa.

Gostou deste artigo?: