7 estratégias para manter o emprego durante uma recessão

Trabalhar no portatil em vários locais

Embora as recessões vão e vêm, sendo algumas mais fortes do que outras, a verdade é que enquanto subsistem, colocam em sobressalto desde a economia mundial até ao nosso próprio posto de trabalho. Para quem vive em crise, os tempos são difíceis, principalmente em termos profissionais – desde saber se o seu emprego está em risco, até implementar estratégias para o retirar dessa zona de alerta e assegurar que não vai para o desemprego.

  1. Seja realista. As notícias de empresas a falir, de fábricas a fechar e do disparo do desemprego passam nos noticiários de todas as horas – é triste, frustrante e assustador, mas quando o quadro parece negra o primeiro instinto do ser humano é a negação. Só acontece aos outros, isso nunca vai acontecer comigo! Embora ser optimista é fundamental, ser realista também o é. Saiba o que se passa no mundo e, mais importante, no seu mundo: onde se colocam as suas vulnerabilidades pessoais? O seu emprego está em risco? A hipoteca da casa é mais do que pode suportar? Tem de acabar com algum crédito? É preciso começar a poupar mais? Saiba sempre com o que conta, o bom e o mau.
  2. Aumente a produtividade. Concentre-se a 200% no seu trabalho e faça cada minuto do dia contar. Assegure que o seu trabalho esteja sempre pronto ou até adiantado, pense em formas como pode dinamizar os seus projectos ou até o seu departamento e faça propostas fundamentadas à direcção. Para além disso, concentre-se de forma especial nas suas melhores qualidades e talentos – se há altura para brilhar no trabalho, é esta.
  3. Disponibilidade total. Em tempos difíceis, mais do que se tornar indispensável, há que se tornar uma pessoa com a qual todos podem contar, seja para o que for, seja a que hora for. Fale com quem deve para comunicar a sua disponibilidade para ajudar noutros departamentos da empresa ou para assumir responsabilidades extra.
  4. Positivo vs. Negativo. Todos nós temos ou estamos envolvidos em coisas que não nos dão particular prazer; e todos nós conhecemos pessoas negativas ou tóxicas que parecem poluir o ambiente e a boa disposição à nossa volta. Em tempo de recessão, são as energias positivas que nos fazem mais falta, por isso, solte-se dos compromissos que o prendem, sem qualquer benefício presente ou futuro e dedique-se a projectos e passatempos que terão algum benefício profissional a médio-longo prazo. Escolha bem as pessoas com quem passa o seu tempo e não se deixe influenciar ou arrastar pelos pessimistas.
  5. Networking. Num mundo cada vez mais social e competitivo, os conhecimentos são tudo e quantos mais, melhor. Mesmo que o seu emprego lhe pareça seguro, nunca deixe de estabelecer contactos na sua área de trabalho e até em outras áreas de interesse seu ou de prosperidade face à recessão. Potenciais bons contactos estão em todo o lado: antigos chefes e colegas de trabalho, amigos, contabilista, vizinhos, os amigos dos pais, associação de antigos alunos, até na sua cabeleireira ou personal trainer – são pessoas que contactam com dezenas de outras pessoas todos os dias. Não se esqueça do poder das redes sociais – Twitter, Facebook, Orkut – mesmo no que toca a assuntos de índole profissional. Nos dias de hoje, a segurança profissional está no networking.
  6. Invista na formação. Há quanto tempo não actualiza o currículo com um workshop ou curso especializado? Um clima de recessão é a melhor altura para aguçar conhecimentos e desenvolver novas aptidões – é fundamental estar sempre um passo à frente da concorrência. Para além de solidificar os seus conhecimentos actuais, é importante aprender novas capacidades, só assim terá à sua disposição mais e melhores opções em termos de carreira. Cada coisa nova que aprende, abre uma janela de oportunidade no seu percurso profissional.
  7. Tenha um plano B. Ninguém sabe o dia de amanhã e em clima de recessão tanto pode ser de recuperação como de declínio, por isso, esteja preparado para tudo. O emprego do seu marido/mulher é mais seguro do que o seu ou ambos precisam de estar em alerta? Com quantos meses pode viver com o seu fundo de emergência? Como está o seu mercado de trabalho em geral? Quais são as alternativas? Será que pode fazer algum projecto em regime de freelance? Pode contar com a ajuda de familiares e amigos? Ter um plano B é melhor do que não ter nenhum plano.
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