5 temas de conversa a evitar no local de trabalho

Conversas no escritório

É um facto que passamos mais tempo com os colegas de trabalho do que com a família e os amigos e um estudo recente afirma que numa semana útil composta por 40 horas, três são passadas na conversa… sobre assuntos que pouco ou nada têm a ver com a esfera profissional. Embora seja fácil criarmos amizades e procurarmos apoio no escritório (dado o tempo que lá passamos) existem cinco temas de conversa que são completamente tabu.

  1. Religião e política. A religião e a política podem ser consideradas dois versos da mesma moeda – ambos são temas pessoais, sensíveis e controversos. Precisamente por serem tudo isto é que devemos ser discretos na sua abordagem: ninguém gosta de ouvir que a sua crença ou o seu partido é, para os outros, uma grande farsa; ou então, sentir que alguém está a tentar impingir-lhe determinada fé ou um conjunto de princípios políticos. O respeito é o melhor caminho, mas manter estes assuntos fora do escritório é mesmo o ideal (incluindo manifestações dos mesmos através de imagens, estátuas ou outros objectos). Discussões religiosas e políticas podem incendiar um ambiente de trabalho e, pior, criar divisões do género “nós” e “eles”… é por isso mesmo que não são para aqui chamadas.
  2. Dinheiro. Por mais apaixonados que estivermos pelo nosso emprego, o salário é uma das nossas principais motivações profissionais e aquilo que nos dá um sentido de satisfação (ou não) no final do mês. No meio de tudo isto, subsiste uma enorme curiosidade em saber quanto ganham todos os outros colegas e tenta-se descobrir a todo o custo o valor desse vencimento. Evite esse tipo de estratégia porque quando souber, ou vai sentir-se injustiçado e com ciúmes, ou então superior e convencido. Adicionalmente, deve evitar gabar-se sobre o que comprou, as férias paradisíacas que vai fazer, quantos carros tem na garagem e a promoção do marido… as pessoas querem saber e podem usar este tipo de informação contra si – na hora de pedir um aumento por exemplo.
  3. Sexo e relacionamentos. Zangou-se com o namorado, não dormiu nada e é a primeira coisa que desabafa com os colegas mal se senta ao computador. Certo? Errado! Embora possa não parecer, as pessoas não estão realmente interessadas e se fizer um hábito de revelar todo o tipo de pormenor acerca da sua relação podem acontecer duas coisas: os seus colegas vão fazer de tudo para o evitar e está a dar-lhes lenha para atiçar a fogueira da fofoquice. A relação com o seu namorado ou a sua mulher é privada e deve mantê-la assim; caso contrário, corre o risco de expô-la a todo o escritório. O mesmo aplica-se àquilo que acontece (ou não) debaixo dos seus lençóis – nunca se esqueça que está num ambiente sério e profissional, e não num jantar de mulheres ou num bar com os amigos a relatar as suas noites de amor louco.
  4. Problemas pessoais. A tentação de desabafar com um colega de trabalho extremamente simpático sobre as suas dívidas, a doença da sua mãe ou o seu divórcio é sempre muito grande, especialmente naqueles dias “não”. No entanto, é preciso relembrar que a maioria dos colegas de escritório é apenas isso… colegas. Num ambiente profissional as pessoas não têm tempo, nem paciência para estar a ouvir as queixas constantes do colega do lado – afinal, todos nós temos os nossos próprios problemas. Para além do mais, este tipo de conversa pode distraí-lo do trabalho (a si e aos outros), colocar em dúvida as suas capacidades profissionais e até prejudicar a sua reputação. Em momentos mais difíceis, é preferível ter uma conversa séria com o director, expor a situação e tirar uns dias para resolver os seus assuntos… antes que lhe chegue aos ouvidos de outra forma.
  5. Fofoquices profissionais. A tentação é enorme, a pressão que o rodeia não ajuda, nem o facto de estarem todos no mesmo barco – o que é que acontece? Fofoquice colectiva sobre a discussão entre a secretária da administração e a directora de recursos humanos que alguém ouviu, o vestido horroroso da rapariga que trabalha no departamento comercial ou o facto de alguém ter visto o director a almoçar com uma mulher muito atraente, que não a sua esposa. É muito fácil deixarmo-nos levar por este tipo de conversa – afinal todos estão a alinhar – mas as fofoquices no local de trabalho são viciantes, perigosas e reflectem-se negativamente na produtividade. Para além disso, as paredes têm ouvidos e mesmo que as suas sejam à prova de som, há sempre alguém que, mais cedo ou mais tarde, de forma consciente ou inconsciente, deixe escapar algumas das palavras proferidas nesse dia.
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